A LEI DA REENCARNAÇÃO
Com
um maior conhecimento sobre a Lei da Reencarnação, conseguirá responder
à pergunta: “Qual a finalidade da existência do homem?”
Antes
da Queda do homem, ele chegava a atingir novecentos anos de idade. A
Queda, porém, fez que o homem se esquecesse da sua verdadeira
identidade.
Sem
conseguir distinguir o real do ilusório, foi criado cada vez mais carma
negativo, até que se tornou muito difícil habitar o mesmo corpo durante
vários séculos.
A
misericórdia da Lei decretou, então, que a duração média da vida do
homem neste planeta fosse reduzida para cerca de setenta anos, e que a
todas as almas fosse dada a oportunidade de reencarnar na Terra durante
muitos milhares de anos.
Entre
as suas encarnações no mundo físico, as almas passaram, além disso, a
ter oportunidade de passar períodos mais ou menos extensos noutros
planos de existência, onde Mestres da Sabedoria Antiga e Seres de Luz as
preparam para a sua missão na Terra.
Cada um dos períodos que a alma passa no mundo físico constitui aquilo que chamamos uma encarnação ou uma “vida”.
Cada um de nós é uma alma, uma semente divina, habitando um corpo físico.
O corpo é, então, um instrumento que permite à alma mover-se e atuar no mundo da matéria.
Como
disse São Paulo (1 Coríntios 6:19), o corpo é “o templo do Espírito
Santo”, mas a nossa verdadeira identidade é o Espírito (a Chama) de Deus
que habita nesse templo e não “as pedras” de que ele é feito.
O
simples fato de que dizemos “o meu corpo” (tal como dizemos “o meu
carro” ou “a minha casa”) demonstra que sabemos intuitivamente que há
uma diferença entre o possuidor e o objeto possuído.
Compreendemos
assim que, embora tenhamos vivido em dezenas de corpos diferentes ao
longo dos séculos, o núcleo da nossa identidade é um rio contínuo que
atravessa o tempo e o espaço.
Como
explicar que uns nasçam saudáveis e outros morram ao nascer? Como
explicar que uns nasçam rodeados de abundancia e outros em extrema
miséria? Como explicar o talento para a música ou para a poesia que
certas crianças manifestam muito cedo?
Das
duas uma: ou o universo é governado por uma lei arbitraria e injusta ou
o nascer marca apenas o inicio de mais um ato de um drama iniciado há
muitos, muitos milênios.
Para nós, a segunda hipótese é a verdadeira.
Cada
vez que “entramos em cena” na vida, trazemos conosco o carma das vidas
anteriores, bem como os talentos que desenvolvemos também em
encarnações passadas.
Trazemos uma bagagem de carma – carma negativo e positivo.
Muitas
das limitações impostas pelo nosso carma podem ser bênçãos escondidas,
pois com muita frequência elas atiçam os fogos da vontade, ensinam-nos a
ser humildes e colocam-nos “no trilho” certo para o nosso caminho.
Não
tinha São Paulo um espinho na carne? (II Coríntios 12:7) Não foram as
maiores obras de Beetohoven compostas por um homem quase surdo? Não é
verdade que os grandes sofrimentos nos ensinam a ter compaixão?
É,
contudo, muito importante que não caiamos na tentação de fazer
julgamentos de valor sobre o próximo quando vemos as suas fraquezas.
Assim, podemos aprender a ver para além das aparências: a mesma Luz que faz bater o coração do santo brilha no peito do leproso.
Como
explicar a profunda atração (ou repulsa quase visceral) que todos
sentimos ocasionalmente por pessoas que nos são praticamente
desconhecidas, se não através de um amor (ou ódio) nascido em
encarnações passadas?
A
mente consciente não pode ir além das experiências desta vida, mas a
alma tem acesso ao subconsciente, onde estão registradas todas as
experiências de vidas passadas.
Essas
recordações ocultas enviam constantemente “sinais” à mente consciente
através da intuição. O leitor perguntará talvez; se isto é verdade,
porque não me recordo eu conscientemente de quem fui no passado?
A
verdade é que todos tivemos encarnações boas ou más. O Eu Verdadeiro
revelar-nos-á quem fomos no passado, quando isso for conveniente ou
necessário para o nosso progresso espiritual.
Até
lá, compreendamos que a misericórdia da Lei mantém essas lembranças
fora do campo da consciência, pois facilmente poderiam dar origem a um
falso orgulho ou a um sentimento de culpa, qualquer deles prejudicial ao
progresso da alma.
A
reencarnação permite, por outro lado, que a alma tenha períodos de
repouso e de instrução nos templos de Luz situados no plano etéreo,
entre as suas “peregrinações terrenas”, sem ter de permanecer durante
séculos ou milênios sem interrupção no vale da sombra do mundo físico.
A vida é um fluxo contínuo da Consciência de Deus, e este rio da vida atravessa muitas dimensões.
A
chamada “morte” é uma transição de um plano de existência para outro.
Não podemos vir a luz no mundo físico sem simultaneamente “morrer” no
plano onde a nossa alma se encontrava anteriormente.
Mas
é nesse plano material do planeta Terra que a alma tem de conquistar a
sua emancipação e se elevar até à estatura, natureza e à dignidade da
Sua Presença do EU SOU.
Embora
não possamos aprofundar aqui o estudo das raízes históricas da doutrina
da reencarnação, que há milhares de anos é aceita por vastos setores da
população mundial, gostaríamos de salientar que até no Ocidente ela foi
ensinada desde os primeiros tempos de Cristianismo.
Antes
do século VI, numa época em que não havia ainda um texto bíblico
universalmente reconhecido, circulavam pelo mundo cristão, diversos
evangelhos.
Alguns
destes continham ensinamentos que foram mais tarde censurados e
deturpados ou destruídos por não convirem aos poderes estabelecidos da
época, entre os quais, a doutrina da reencarnação.
Na
verdade, até admira que alguns ensinamentos sobre a reencarnação da
alma tenha conseguido sobreviver depois do Quinto Concílio Ecumênico,
convocado pelo Imperador Justiniano.
Justiniano
e a Imperatriz Teodora (uma ex-cortesã), sedentos de poder e desejando
controlar os habitantes de um vastíssimo império, anatematizaram e
baniram todos os ensinamentos que pudessem tornar o homem menos
subserviente face aos poderes terrenos e aproximar-se da sua Consciência
Crística, entre os quais, a reencarnação.
Nesse
concílio, realizado sem a aprovação do Papa, Justiniano condenou os
ensinamentos de Orígenes de Alexandria, o grande teólogo cristão do
século III, cuja influência na sua época só pode ser comparada à de
Santo Agostinho.
Os
ensinamentos do Orígenes estavam em franca disseminação no Oriente
Próximo quando foram proibidos. Orígenes acreditava na reencarnação,
ensinando que o corpo é o reflexo da evolução da alma em vidas
anteriores.
A
maioria das suas centenas de obras foram imediatamente e cuidadosamente
destruídas, e as que escaparam acabaram por ser destruídas também
durante o grande incêndio da Biblioteca de Alexandria.
Também os escritos Gnósticos dos primeiros séculos do cristianismo ensinam a doutrina da reencarnação.
Começa
a haver maior evidencia cientifica que vem ajudar a compreender este
tópico da reencarnação, como por exemplo, as investigações feitas por
Dr. Raymond Moondy, que escreveu o best-seller “Vida depois da Vida”.
O
Dr. Ian Stevenson, Professor do Curso de Pós-Graduação da Escola de
Medicina da Universidade da Virginia, EUA, que é, atualmente, uma das
maiores autoridades mundiais em pesquisa cientificas sobre a
reencarnação, investigou em todo o mundo, e fez entrevistar com 2500
crianças que se lembravam de detalhes de vidas anteriores (ele é um dos
maiores investigadores de memória de crianças).
Algumas pessoas famosas que acreditavam na reencarnação: Pitágoras, Platão, Kahlil Gibran, Henri Ford, Benjamin Franklin.
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POR ISABEL LOPES - A PARTIR DOS ENSINAMENTOS DE ELIZABETH C. PROPHET
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